Programa para quem quer fugir da Folia
Reaberto
em 13 de fevereiro, um dos espaços mais queridos pelos visitantes do Jardim
Botânico conta sua história.
A cerimônia de reabertura do Orquidário teve a
presença da presidente do JBRJ, Samyra Crespo, e do joalheiro Antônio Bernardo,
patrocinador da coleção de orquídeas. Além das flores, os visitantes podem
agora apreciar no local uma exposição sobre a história do espaço e do estudo
das orquídeas no Jardim. A mostra foi organizada pela equipe do Museu do Meio
Ambiente em parceria com outros setores da instituição.
A reformulação do Orquidário foi uma tarefa
multidisciplinar, realizada por uma equipe que contou com profissionais das
diferentes diretorias do JBRJ. A reabertura foi a ocasião para agradecer ao
trabalho de todos. A presidente Samyra Crespo lembrou, em seu discurso, que o
espaço é "uma das joias da coroa" do JBRJ e que o trabalho vai
continuar: "queremos que o Jardim se torne referência no estudo e cultivo
de orquídeas no Brasil". Antonio Bernardo declarou que o patrocínio da
coleção, desde 1997, é um modo de compartilhar sua paixão pelas orquídeas com o
público.
Espaço renovado para as orquídeas

Coleção – Uma das novidades é a mudança da
concepção paisagística e da coleção. Serão incluídos alguns grupos de plantas
que farão contraste com as orquídeas, ajudando o visitante a perceber como elas
se distinguem na diversidade do mundo vegetal.
“Teremos, por exemplo, podocarpos, que são
pinheiros e não têm flores, bem como cicadáceas, que são espécies muito
antigas, da era dos dinossauros. Nossa ideia é mostrar que as espécies não
vivem isoladas e que cada uma tem sua maneira de sobreviver, de se reproduzir”,
explica a curadora Maria Marta de Moraes.
Esse pano de fundo formado por outros grupos
servirá também para ressaltar a beleza das orquídeas. Estarão em exposição
espécies bem conhecidas do público como vandas, dendrobium gramatophyllum,
angraecum, baunilha, bem como outras de especial interesse, como a coleção de
sobrálias trazidas para o Jardim Botânico por Barbosa Rodrigues (1842-1909) e
plantas coletadas nas reservas de Tinguá, Ilha Grande, Serra dos Órgãos e
Restinga de Massambaba.
Mais espaço – Outra novidade é que o espaço do
Orquidário aberto ao público foi ampliado. Além da estufa principal, as plantas
estarão expostas também na área ao lado, conhecida como “ripado”, que antes era
fechada. São mais 360 m2 para visitar e apreciar a beleza das orquídeas.
Exposição – O público poderá conhecer ainda a
história do Orquidário, que remonta ao século XIX. Em transparências no centro
da estufa principal, cercado por um lago com plantas aquáticas, estarão em
exibição fotos antigas e a biografia de Barbosa Rodrigues – que dirigiu o JBRJ
de 1892 a 1909 e estudou as orquídeas.
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